Aqui vale quase tudo

Vida ou viver?

1 de Junho de 2013
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Uma vida sem amor é uma vida sem sentido? É possível viver sem amor? Quem se limite a respirar pode dizer que vive? O que é a vida afinal?

Para poder afirmar que alguém vive o que é que essa pessoa terá de fazer, mostrar, sentir…?

Se somos todos diferentes a questão acerca do que é viver também será diferente para cada um.

Quantos de nós estamos vivos mas não sentimos nada? Isso é viver?

Para mim viver tem a ver com estar vivo, mas só isso não chega. Viver engloba todo um conjunto de sensações, emoções, o estado físico das pessoas…

É mais fácil estar vivo ou viver?

Actualmente é mais fácil estar vivo do que viver. Não é fácil e não faz sentido uma coisa sem a outra mas cada vez mais existem pessoas vivas, mas que não vivem. Congelamos emoções, libertamos raiva e frustrações, estamos condicionados financeiramente, muitas vezes se dizemos o que verdadeiramente pensamos já nos “lixámos”.

Dizem que vivemos em liberdade, em democracia, mas isso não passa de uma grande mentira que nos estão a vender, ilusões e sonhos penhorados a longo prazo.

Muito mais haveria a escrever mas agora não tenho tempo.

É fácil estar vivo mas é muito difícil viver!!

30/05/2013

 


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Hoje…

18 de Setembro de 2010
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 Hoje !!!!!!!!!

Mais um dia em que não me sinto bem e ultimamente têm sido muitos. Ando triste, insatisfeita, cansada. As minhas costas dão cabo de mim. A minha cabeça não me deixa descansar. Preciso urgentemente de um botão de off senão rebento……

Estou farta de pensar como mudar a minha maneira de estar na vida, de como poder fazer a diferença para alguém.

Sinto-me vazia, impotente, sem objectivos………..

Tenho momentos em que não gosto de mim, outros em que penso que afinal até sou uma pessoa com P grande.

Preciso urgentemente de mudança na minha vida e não sei como o fazer…..

Amanhã……… será outro hoje??……………

Uma de muitas lágrimas começou a rolar-me pela face………

18-09-2010

Ana Vinagre


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Nas Presidenciais, nós não vamos votar!

24 de Junho de 2010
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Caros Portugueses

Estão a aproximar-se mais umas eleições Presidenciais. Os candidatos, mais ou menos, já os conhecemos a todos. Não vou fazer críticas pessoais dado que não é essa a minha intenção com este texto. Pretendo sim, apelar á vossa consciência, ao vosso coração, aos vossos sentimentos mais nobres para que nas próximas Presidenciais em 2011, não vão votar. Não queremos um Portugal hipotecado de eleições em eleições. Queremos mudar o que se está a passar no nosso Portugal, porque ninguém está satisfeito com as condições em que o País se encontra, a não ser os que têm os grandes tachos e fazem panelinhas com o Governo. Podem dizer: “ mas votar é um direito que conquistámos”. Estão correctos, mas a abstenção também é um direito que nos assiste para demonstrarmos que o problema não está nos candidatos, mas sim no sistema/regime que temos. É urgente que a abstenção ultrapasse os 51%. De certeza que se levantarão vozes a questionar tal resultado. Não serão só vozes de portugueses, mas sim do resto do Mundo. Vozes de pessoas que querem lutar por um mundo melhor, verdadeiramente livre, onde manteremos a nossa identidade, as nossas tradições, as crenças e a confiança no futuro. Basta de oligarquias, jobs for the boys e afilhados. Temos um dos Países mais ricos do Mundo, se bem que nos queiram convencer do contrário. Vamos devolver Portugal ao Mundo e principalmente aos Portugueses. Para que isso aconteça, nas Presidenciais, nós não vamos votar!!!!!!!!!

Ana Vinagre

24/06/2010


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A promulgação proferida por Cavaco…….

30 de Maio de 2010
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“A promulgação proferida por Cavaco do “casamento” homossexual é, quanto a mim, mais uma traição a Portugal.
O Presidente não se inocenta dizendo que não concorda, mas que o fez para evitar o pior. Grande treta. Qual pior?

Que dois amigos solitários, solteiros ou viúvos pudessem viver juntos para minorarem a sua solidão, vá lá! Embora eles demonstrassem dessa maneira serem incapazes de conseguirem companheiras que lhes dessem amor e companhia. Mas “casamento”? Isso só lembra ao diabo! “Casamento entre homens, como entre mulheres, para além de ser profundamente ridículo e sujeito à chacota dos humanos normais, significa que esses anormais vão praticar a sodomia, isto é a pederastia, como cães ou sujos animais. Sodomia vem de Sodoma, a cidade judaica que, juntamente com Gomorra, foi destruída por Deus para castigar os seus habitantes de tão nefasto pecado. Deus não morreu, nem tão pouco morreram os ignominiosos. E é de esperar, sem ser profeta, que a destruição, a guerra, as grandes perturbações sociais voltem a acossar-nos para uma limpeza da sociedade, conspurcada por tantos ignaros, estúpidos, inconscientes e idiotas, que no pior dos casos se encontram em lugares responsáveis de governação.

Votei no Cavaco para Presidente, Não o farei mais, nem nele, nem nos outros desgraçados que andam a destruir o meu país. Não posso deixar de ser Português, mas também não posso colaborar de modo algum com este regime político, nem com os cretinos que de maneira multiforme, no governo, nos meios de comunicação e de outro modo atraiçoam a sua Pátria. a sua Nação, a sua História e o seu Futuro.

Cavaco não é Presidente de Portugal. É um servidor submisso deste mau regime político e dos seus pseudo próceres, que se comportam como verdadeiros criminosos. Não viram eles que durante a visita do Santo Padre, o Povo Português não lhes deu importância alguma, reduzindo-os a meros figurantes de opereta? Perdidos entre a multidão, eram os verdadeiros insignificantes que são, zeros à esquerda.

Esperemos pela reviravolta, que ela virá. Esperemos também que eles se possam safar ilesos e que vão para o raio que os parta!”
Joaquim Reis

18/05/2010

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Desempregados não querem trabalhar

29 de Maio de 2010
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O  Jornal de Notícias informava há dias que a colheita de morangos

junto ao mar, na zona de Mira, só está a ser possível graças

a imigrantes tailandeses. No passado, dezenas de toneladas de

morangos ficaram por apanhar.

Um agricultor recorreu ao Centro de Emprego, que lhe indicou

cem desempregados. Mas, destes, só um – uma mulher – aceitou

trabalhar. Os outros, ou não apareceram, ou deram desculpas para

não apanharem os morangos, preferindo ficar em casa a receber

o subsídio de desemprego. Note-se que os tailandeses são pagos,

no mínimo, a 550 euros líquidos mensais – e os portugueses não

receberiam menos.

Casos deste tipo multiplicam-se por todo o país. Apesar de termos

uma altíssima taxa de desemprego, há sectores que, sem o trabalho

dos imigrantes, não poderiam funcionar. O turismo (incluindo

a restauração) e as construção civil, por exemplo.

A coincidência de um forte desemprego com a recusa dos nacionais

a executarem certas tarefas regista-se noutros países europeus,

como a Alemanha ou a França. O que mostra como a questão do

desemprego é mais complexa do que parece.

 

Francisco Sarsfield Cabral

Jornalista


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Carta Aberta ao Chefe do Estado

29 de Maio de 2010
1 Comentário
Carta Aberta ao Chefe do Estado

Excelência:

Contra o que é meu hábito hesitei bastante em tomar a decisão de escrever esta carta porque tenho simpatia pela sua pessoa, como penso ser do conhecimento de Vossa Excelência, porque o currículo académico de Vossa Excelência é digno de respeito, porque o percurso profissional de Vossa Excelência nos meios da alta finança confere-lhe um prestígio sem mácula, porque o facto de ter sido Ministro das Finanças do Dr. Francisco Sá Carneiro é para mim indissociável da figura ímpar daquele político e estadista.

Mas decidi escrevê-la pelos mesmíssimos motivos que me levam a criticar duramente Vossa Excelência: achei que seria demitir-me dos deveres patrióticos de cidadão dado à luz em terra portuguesa, o que constitui, no meu entender e desde que esse entendimento se produziu, uma responsabilidade de alto grau decorrente do peso da descendência que honra todos os que nascem em terra tão ilustre como aquela que é a nação portuguesa, por mor desses antepassados que contribuíram, por amor ao Reino de Portugal, para que ela se tornasse em uma das mais marcantes, essenciais e meritórias da História da Humanidade.

Posto isto, vamos às razões que me levaram a tanto:
1) – Nas últimas presidenciais, foi Vossa Excelência eleito pela maioria dos votos dos portugueses, à primeira volta, e tomou posse em Março de 2006 do cargo de Chefe do Estado por um período de cinco anos como manda a Constituição que temos.
2) – Por obra e graça do vosso antecessor herdou Vossa Excelência, como Primeiro-Ministro, aquele que será talvez o Chefe de Governo mais nefasto, mais mentiroso e mais indigno, que consta da História de Portugal.
3) – Esta apreciação resulta de algumas das mais disparatadas iniciativas governamentais que promoveu, de algumas das mais descaradas faltas à palavra dada consubstanciadas em promessas feitas em campanha eleitoral e já no desempenho das altas funções para as quais foi eleito pela maioria absoluta do povo português, no primeiro mandato, e por uma maioria simples no segundo e, por último, de algumas das mais ignominiosas leis por ele preconizadas para a sociedade portuguesa.

Perante este negro quadro da realidade actual da nação portuguesa cabe perguntar o que terá feito Vossa Excelência para lhe pôr um termo. A resposta é nada, absolutamente nada, para lá de umas titubeantes escusas a comentar o que ia acontecendo, sob o pretexto falacioso de não aumentar a instabilidade política, falacioso porque com esse procedimento tem vindo Vossa Excelência a tornar-se no maior contribuinte para o agravamento dessa instabilidade, expressa nos resultados desastrosos da Economia, da Justiça, da Educação, da Cultura, da Saúde, da Segurança, no insustentável agravamento do custo de vida dos portugueses e no vertiginoso achincalhamento do prestígio internacional da nação portuguesa.

Se não tiver paciência nem cara para ler o que lhe estou escrevendo, ouça ao menos as palavras de Henrique Medina Carreira, de Nuno Crato, de João Duque, de Fernando Ulrich, de João Salgueiro, de José da Silva Lopes, de Luís Campos e Cunha, de José Manuel Fernandes, de Vasco Pulido Valente, de José António Saraiva, de António Barreto, de Manuela Ferreira Leite, de António Pires de Lima, de Mário Crespo, de Henrique Monteiro, de José Luís Saldanha Sanches, de Vicente Jorge Silva, de Maria Filomena Mónica, de Marcelo Rebelo de Sousa, de Miguel Urbano Rodrigues, de Aura Miguel, de Vasco Pinto de Magalhães, de Joaquim Letria, de muitos outros e muitas outras, de tantos e desvairados quadrantes políticos, que tudo têm feito, num ecumenismo político nunca dantes observado, para despertar a aparentemente entorpecida consciência política de que Vossa Excelência tem vindo a dar mostras de uma forma relapsa e contumaz por meio dos seus numerosos “não posso comentar as decisões do governo”, “não tenho declarações a fazer sobre esse assunto”, “não me pronuncio sobre essa matéria”, e por aí adiante.

E se Vossa Excelência pôde contar com o álibi da maioria absoluta do primeiro dos governos do actual Primeiro-Ministro para não dissolver o Parlamento e convocar eleições, já desde as de Setembro último, face aos resultados eleitorais então verificados, deixou Vossa Excelência de poder escudar-se nesse álibi para fazer o que lhe competia. Mais concretamente, desde 31 de Março passado, que Vossa Excelência dispôs de 58 (cinquenta e oito) dias para agir e fazer o que urgia e urge, mas optou por continuar a esquivar-se às medidas requeridas por essa urgência, aduzindo a necessidade de travar ou pelo menos não agravar a sacrossanta instabilidade política.

No âmbito deste quadro aflitivo creio ser legítimo concluir que a instabilidade que angustia o dia-a-dia de Vossa Excelência é aquela que poderá evitar a vitória de Vossa Excelência nas presidenciais do próximo ano, tornando-o no primeiro presidente não reeleito desta república, desde 1974. E é a partir desta conclusão que eu me vejo obrigado a pedir a Vossa Excelência que faça aquilo que Vossa Excelência nunca teve a coragem para pedir ao ainda Primeiro-Ministro durante esta sombria página da nossa História: demita-se, Senhor Presidente!

Demita-se e poupe a Portugal e aos portugueses o triste espectáculo de uma campanha eleitoral esbanjada em patéticos esclarecimentos do inexplicável, em desajeitadas imagens do tempo de antena de Vossa Excelência e de vossa excelsa esposa ao lado ou mesmo à frente de Sua Santidade o Papa, como se estivessem ambos com as mãos nos ouvidos e nos olhos, em debates a justificar o injustificável, esquecendo-se da regra de ouro que revela acusar-se quem tanto se explica.

Ou não. Ou então siga o piedoso, mas sábio, conselho dado há dias na SIC Notícias por um dos seus rancores de estimação, o Dr. Pedro Santana Lopes: não dissolva o Parlamento e, dentro dos poderes presidenciais que lhe assistem e do que decorre das normas constitucionais, proponha um Governo de Salvação Nacional, cujo Primeiro-Ministro, que não este, seja do partido mais votado nas últimas legislativas — José da Silva Lopes ou Ernâni Lopes, por exemplo —, ou outro, mais ou menos independente, que o PS não chumbe, e que os restantes partidos aceitem, para que a legislatura se cumpra, resguardando o país de novas eleições e arrancando com a recuperação económica que devia ter começado há pelo menos oito meses.

Um governo composto por individualidades com provas dadas na condução das mais importantes empresas de Portugal, que não tenham rabos de palha no que a casos de corrupção diga respeito, mostrando dessa forma Vossa Excelência a vontade de meter um travão na verdadeira instabilidade política e económica, ao mesmo tempo que eximiria este martirizado povo do pagamento de centenas de milhares de milhões de euros que incontáveis políticos da área da governação têm vindo a desviar dos fundos comunitários para o próprio bolso, o dos respectivos familiares e amigalhaços, evidência que está indesmentivelmente na origem da tremenda crise da qual parece não lograrmos sair, por via da instabilidade política, social e labora, que lhe está inerente, situação em que presentemente nos encontramos e pela qual Vossa Excelência sobressai como principal responsável, já que uma duvidosa licenciatura acrescida de um passado pouco lucrativo para a economia do país conferem ao actual chefe do governo uma inimputabilidade intelectual que um doutorado em York não pode avocar.

Estou convencido de que partido algum se atreveria a reprovar um governo da iniciativa de Vossa Excelência, dado que o eleitorado jamais perdoaria uma tão grande demonstração de interesse videirinho, de leviandade política, de ausência de sentido do estado, através da falta de apoio a esse seu gesto excepcional de se iniciar o erquer de Portugal do abismo para onde foi empurrado.

Olhe que isto não necessita de uma coragem por aí além, bastar capacitar-se de que assim as próximas eleições legislativas jamais colidirão com as presidenciais do seu desassossego.

Respeitosamente

João Braga

28/05/2010

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Cultura sem glória

28 de Maio de 2010
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Como deve ser triste não ter memória,

Como é honroso ter uma História.

Mas… já ninguém se interessa,

Por sentir essa glória.

Todos vivem tudo á pressa,

Esquecem a importância da memória,

Deixam que tudo se esqueça.

Não há um futuro sorridente,

Para quem não lembra e não sente,

O orgulho do passado.

Do que falo é da sabedoria,

Não só do que foi estudado,

Falo daquilo, que dantes havia,

O conhecimento do que está enraizado.

Quantos que tanto sabem,

Mas aos quais nunca se abrem,

As portas da sabedoria.

Tanta coisa da vida que não sabia,

Que pelos humildes me foi passado,

Tanta procura que eu nunca faria,

Se por eles, não tivesse sido ensinado.

Pode-se ler toda a literatura,

Ser um fanático da cultura,

Mas sem a memória da História,

Sem a humildade do relacionamento,

Carente ficara a memória,

Órfão fica sempre o conhecimento,

A cultura do conhecimento,

É cultura sem glória.

José Andrade

2009-11-22


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Despedida eterna

27 de Maio de 2010
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Zé Luis: começámos esta tua última viagem (tu gostavas de viagens) na cama 56 dos serviços de cirurgia 1 do Hospital de Santa Maria. Lia-te poesia e um dia parámos neste poema da Sophia de Mello Breyner:

”Apesar das ruínas e da morte,

Onde sempre acabou cada ilusão,

A Força dos teus sonhos é tão forte,

Que tudo renasce a exaltação

E nunca as minhas mãos ficam vazias”.

Assim foi.

No teu visionário e intenso mundo, a voracidade de um cancro traiçoeiro não te consumiu a alegria, a coragem, a liberdade.

Entraste pela morte dentro de olhos abertos. O mundo que habitavas era rico de ideias, de sonhos, de projectos, de honradez e carinho.

Percebemos o que ia acontecer quando no fundo do teu olhar sorridente brilhava uma estrela de tristeza. Quando te deixava ao fim do dia na cama 56 e te trazia no coração enquanto descia a Alameda da Cidade Universitária a respirar o teu ar da Universidade, das aulas e dos alunos que adoravas, do futuro em que acreditavas sempre.

Foste intolerável com a corrupção, com os cobardes e oportunistas.

Não suportavas facilidades. Resististe à sordidez, à subserviência, à canalhice disfarçada de respeitabilidade e morreste como sempre viveste – livre.

Uma palavra para aqueles que te acompanharam nesta última viagem: para os melhores médicos do mundo, para as melhores equipas de enfermagem e de apoio, num exemplo de inexcedível dedicação ao serviço médico público.

Vivi com emoção diária o carinho com que te cuidaram.

Uma palavra de gratidão sentida para o Professor Luis Costa e para o Paulo Costa. E para um velho amigo de sempre o Miguel.

Também para Laura e para o Jorge e para a minha mãe e toda a família que nunca te deixou. 

Por fim uma palavra para aqueles amigos que inventaram uma barricada contra a morte no serviço de cirurgia 1, cama 56, e te ajudaram a escrever, a pensar, a continuar a trabalhar: o João Gama, o João Pereira e senhor Albuquerque, cada um à sua maneira.

Suspiraste nos meus braços pela última vez cerca da 1,15 da madrugada do dia 14 de Maio.

Vai faltar-me a tua mão a agarrar na minha enquanto passeávamos e conversávamos.

Provavelmente uma saudade ridícula, perante a força do exemplo e da obra que nos deixaste e me foi trazido por todos aqueles que te homenagearam – a quem deixo a tua eterna gratidão.

Tenham a coragem de continuar.

[16.05.2010 - Maria José Morgado]


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A Greve do Eleitor

26 de Maio de 2010
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O silêncio da abstenção

Cercado entre a miragem da eficácia na dissolução dos problemas sociais e uma noção de

futuro enquanto representação abstracta e geral, como ficção política despersonalizante, o eleitor ao

votar, reconhece as leis e o show que envolvem todo o espectáculo de «guerra eleitoral», facilitando

o prolongamento da hierarquia e do seu avassalador Frankenstein: as mercadorias. Reconhece as

leis que admitem o regime do salariato e as desigualdades económicas, culturais e sociais e que

sancionam as injustiças.

Quem não reconhecer leis, desta forma rejeitando um regime que é imposto e que se quer

continuar a impor, recusando o mundo da vida alienada, saberá dar a si próprio a acção que

corresponde de forma completa à sua ética. Negar-se a votar, nestas condições, não é um acto de

inércia, é um acto de rebeldia!

Na presente sociedade emaranhada de leis obscuras e contraditórias e que por essência são

opressivas porque simplesmente as leis são feitas pelos Homens contra outros Homens, o direito é

por toda a parte muito pouco conhecido e poucas e raras vezes abandona a abstracção em que o

tornaram, para poder ser exercido como força real. E para volver abstracto o direito, é necessário

que a mentira política alienante surja, uma vez mais, omnipotente sobre aquilo de que a classe

política não é dona.

O direito, resultante dos atributos e da maneira de ser de cada um e de todos os indivíduos, é

irrevogável e não se pode alienar ou transmitir a outrem, ele é inerente ao indivíduo e à comunidade

humana.

Há milhares de anos, hoje como amanhã, todos os indivíduos têm o direito de viver e serem

livres. De possuírem, não um qualquer direito abstracto concedido por favor da lei estabelecida por

uma qualquer classe política ou social, por um chefe e, ou, por uma entidade divina mas, pela força

real do direito natural de comer, de se vestir, de se abrigar, de se cultivar, de se desenvolver

moralmente sem sanção, nem obrigação, enfim, de cada um usufruir de todas as coisas disponíveis.

Independentemente de classes, cor, crença…, e sem criar poder sobre os demais.

Se a presente barbárie, que se move lentamente, não devorar todas as condições de

existência, é possível na comunidade livre e universal da espécie humana, no respeito de cada um e

de todos, a lei despótica de um ou da maioria ceder o lugar ao contrato, a todo o momento

modificável e revogável e ao qual o indivíduo se associa, momentaneamente cedendo algo, às

decisões tomadas de comum acordo porque isso o beneficia.

E retornamos à questão das eleições, isto é, ao espectáculo político eleitoral. É justo que a

vontade do grande número se deva impor? É absurdo que esse número tenha alguma relação com a

lógica. Muito pelo contrário, quantas vezes os abstencionistas, inconscientes e conscientes,

constituem o maior número? Quantas vezes os eleitos são aquilo a que denominam «maioria

relativa»? Por outro lado, tenha-se em conta que na comprida e larga História da humanidade, todos

os progressos significativos foram alcançados através de luta árdua levada a cabo por minorias ou

muitas das vezes por um só indivíduo amante da filosofia e, ou, da ciência.

Decididamente as eleições para representantes políticos e, ou, delegação de poderes nada

têm que ver com questões de filosofia ou de ciência. Será que têm alguma relação com questões

políticas? Todavia, a maioria, a população real, não só não vive disso como, mostrando-se fatigada,

se está a marimbar para a política. E esta recusa da política ameaça suprimi-la e lançar as suas

figuras ao desemprego. Para tanto, bastaria que a abstenção não fosse um acto de inércia mas um

claro acto de rebeldia. Os governos compreenderão que o abstencionista não é um indiferente. E o

abstencionismo activo dificultaria o exercício do governo. Que autoridade teria um governo eleito

por poucos eleitores? Que autoridade teria um parlamento com deputados eleitos por claras e

evidentes minorias? Que autoridade teria o poder executivo governado em nome de tais

parlamentos?

Finalmente, porque monstruosa aberração, a liberdade natural do indivíduo em regular os

seus interesses na coisa pública pode ser confundida com a delegação de poder, a representação

política que rouba aos indivíduos a sua soberania para a investir num pequeno grupo de Homens?

Ora, é justamente em nome da soberania que os indivíduos devem recusar eleger os seus

mandantes nas pessoas que se dizem seus representantes e que os governam em nome da classe,

qualquer classe, ou do abstracto direito do governado, ou do interesse nacional , ou da maioria

hipotética mas, sempre, segundo o seu belo querer e gosto.

Convém registar que não se pode fazer uso de uma força que se desconhece. Porém, pelo

contrário, não há exemplo de que os indivíduos, e particularmente os desapossados, não utilizem

uma força revelada para assim exercerem o direito à abstenção. Trata-se, talvez, de um esforço para

que isto, como muitas outras coisas, se saiba. Para se demonstrar com este acto de rebeldia que os

desapossados, e todos os indivíduos interessados, não são fracos de recursos, que não obedecem,

que não suportam a escravidão, que recusam o espectáculo eleitoral da classe política a perpetuar a

hierarquia e o modo de produção compulsório e totalitário. Esta greve do eleitor, como lhe chamou

o escritor francês Octave Mirabeau, é uma greve fácil, porque não sendo o abstencionista castigado,

o abstencionista não arrisca nada.

As actividades e as preocupações políticas, correctas ou incorrectas, estão arreigadas, é certo,

mas, como todas as preocupações fundamentadas na mentira, podem combaterse com argumentos

lógicos e nada resiste à lógica.

*

José TAVARES

* Este texto foi inicialmente escrito para as edições NIHIL OBSTAT, de Coimbra, como

prefácio à obra de Octave Mirbeau «A Greve do Eleitor».


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Precisa-se de matéria prima para construir um País

25 de Maio de 2010
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Eduardo Prado Coelho, antes de falecer (25/08/2007), teve a lucidez de nos deixar esta reflexão, sobre nós todos, por isso façam uma leitura atenta.     

A crença geral anterior era de que Santana Lopes não servia, bem como Cavaco, Durão e Guterres.
Agora dizemos que Sócrates não serve.
E o que vier depois de Sócrates também não servirá para nada.
Por isso começo a suspeitar que o problema não está no trapalhão que foi Santana Lopes ou na farsa que é o Sócrates.
O problema está em nós. Nós como povo.
Nós como matéria prima de um país.
Porque pertenço a um país onde a ESPERTEZA é a moeda sempre valorizada, tanto ou mais do que o euro.
Um país onde ficar rico da noite para o dia é uma virtude mais apreciada do que formar uma família baseada em valores e respeito aos demais.
Pertenço a um país onde, lamentavelmente, os jornais jamais poderão ser vendidos como em outros países, isto é, pondo umas caixas nos passeios onde se paga por um só jornal E SE TIRA UM SÓ JORNAL, DEIXANDO-SE OS DEMAIS ONDE ESTÃO.
Pertenço ao país onde as EMPRESAS PRIVADAS são fornecedoras particulares dos seus empregados pouco honestos, que levam para casa, como se fosse correcto, folhas de papel, lápis, canetas, clips e tudo o que possa ser útil para os trabalhos de escola dos filhos… e para eles mesmos.
Pertenço a um país onde as pessoas se sentem espertas porque conseguiram comprar um descodificador falso da TV Cabo, onde se frauda a declaração de IRS para não pagar ou pagar menos impostos.
Pertenço a um país:
- Onde a falta de pontualidade é um hábito;
- Onde os directores das empresas não valorizam o capital humano.
- Onde há pouco interesse pela ecologia, onde as pessoas atiram lixo nas ruas e, depois,
reclamam do governo por não limpar os esgotos.
- Onde pessoas se queixam que a luz e a água são serviços caros.
- Onde não existe a cultura pela leitura (onde os nossos jovens dizem que é ‘muito chato ter que ler’) e não há consciência nem memória política, histórica nem económica.
- Onde os nossos políticos trabalham dois dias por semana para aprovar projectos e leis
que só servem para caçar os pobres, arreliar a classe média e beneficiar alguns.
- Pertenço a um país onde as cartas de condução e as declarações médicas podem ser ‘compradas’, sem se fazer qualquer exame.
- Um país onde uma pessoa de idade avançada, ou uma mulher com uma criança nos braços, ou um inválido, fica em pé no autocarro, enquanto a pessoa que está sentada
finge que dorme para não lhe dar o lugar.
- Um país no qual a prioridade de passagem é para o carro e não para o peão.
- Um país onde fazemos muitas coisas erradas, mas estamos sempre a criticar os nossos governantes.
Quanto mais analiso os defeitos de Santana Lopes e de Sócrates, melhor me sinto como pessoa, apesar de que ainda ontem corrompi um guarda de trânsito para não ser multado.
Quanto mais digo o quanto o Cavaco é culpado, melhor sou eu como português, apesar de que ainda hoje pela manhã explorei um cliente que confiava em mim, o que me ajudou a pagar algumas dívidas.
Não. Não. Não. Já basta.

Como ‘matéria prima’ de um país, temos muitas coisas boas, mas falta muito para sermos os homens e as mulheres que o nosso país precisa.
Esses defeitos, essa ‘CHICO-ESPERTERTICE PORTUGUESA’ congénita, essa desonestidade em pequena escala, que depois cresce e evolui até se converter em casos escandalosos na política, essa falta de qualidade humana, mais do que Santana, Guterres, Cavaco ou Sócrates, é que é real e honestamente má, porque todos eles são portugueses como nós, ELEITOS POR NÓS. Nascidos aqui, não noutra parte…
Fico triste.
Porque, ainda que Sócrates se fosse embora hoje, o próximo que o suceder terá que continuar a trabalhar com a mesma matéria prima defeituosa que, como povo, somos nós mesmos.
E não poderá fazer nada…
Não tenho nenhuma garantia de que alguém possa fazer melhor, mas enquanto alguém não sinalizar um caminho destinado a erradicar primeiro os vícios que temos como povo, ninguém servirá.
Nem serviu Santana, nem serviu Guterres, não serviu Cavaco, nem serve Sócrates e nem servirá o que vier.
Qual é a alternativa ?

Precisamos de mais um ditador, para que nos faça cumprir a lei com a força e por meio do terror ?
Aqui faz falta outra coisa. E enquanto essa ‘outra coisa’ não comece a surgir de baixo para cima, ou de cima para baixo, ou do centro para os lados, ou como queiram, seguiremos igualmente condenados, igualmente estancados… igualmente abusados !
É muito bom ser português. Mas quando essa portugalidade autóctone começa a ser um empecilho às nossas possibilidades de desenvolvimento como Nação, então tudo muda…
Não esperemos acender uma vela a todos os santos, a ver se nos mandam um messias.
Nós temos que mudar. Um novo governante com os mesmos portugueses nada poderá fazer.
Está muito claro… Somos nós que temos que mudar.
Sim, creio que isto encaixa muito bem em tudo o que anda a acontecer-nos:
Desculpamos a mediocridade de programas de televisão nefastos e, francamente, somos tolerantes com o fracasso.
É a indústria da desculpa e da estupidez.
Agora, depois desta mensagem, francamente, decidi procurar o responsável, não para o castigar, mas para lhe exigir (sim, exigir) que melhore o seu comportamento e que não se faça de mouco, de desentendido.
Sim, decidi procurar o responsável e ESTOU SEGURO DE QUE O ENCONTRAREI
QUANDO ME OLHAR NO ESPELHO.
AÍ ESTÁ. NÃO PRECISO PROCURÁ-LO NOUTRO LADO.
E você, o que pensa ?… MEDITE!

Eduardo Prado Coelho – in Público 


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    Iniciando….

    Tal como o nome sugere, vou tentar escrever o melhor que consiga acerca do que achar pertinente, incómodo, romântico, misterioso, fútil, verdadeiro e outros adjectivos mais. Resumindo: vou escrever acerca do que me apetecer, comunicar por este meio o que me vai na cabeça, coração e quem sabe de que mais órgãos. Comentem, partilhem pensamentos, sintam-se livres, não esquecendo sempre que a liberdade de cada um termina onde começa a do outro. O blog é meu para quase todos............. Sintam-se em vossa casa. Passem um bom bocado. Ana Vinagre
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